Postagens

A Visão Fantasmagórica do Caminhão de Quinca Saldanha

Imagem
  Dando continuação às minhas origens, contarei aqui sobre um evento sobrenatural, que ocorreu com meu avô paterno,  Manoel Ponciano Bezerra , nascido no  Apodi ,  Rio Grande do Norte , em 1919. Homem de pouca conversa, muito menos de ficar inventando histórias. Estava ele voltando de umas fazendas da direção que ia para  Portalegre , de onde tinha comprado carnes de porco, que levava em um jumento, seguindo a pé para  Umarizal , cidade onde morava. Era de noite quando seguia por um caminho estreito de terra entre as fazendas. Foi quando percebeu a iluminação de dois faróis acesos atrás dele, que pareciam pertencer a um caminhão. Afastou-se do meio do caminho, levando junto consigo o jumento, para dar passagem ao veículo. Mas as luzes daqueles faróis em vez de avançarem, se distanciaram. Ele achou estranho, mas prosseguiu seu trajeto. Novamente percebeu a iluminação se aproximando dele. E novamente se afastou para dar passagem. Porém, mais uma vez aquelas m...

Os Julião do Apodi

Imagem
  De temperamento explosivo , ai do sujeito que entrasse em confusão com eles. A cana larga do punho dos homens da família Julião tornava seus golpes bem mais potentes . Era como receber uma marretada na cara, podendo levar o oponente a nocaute. Assim meu pai descreveu para mim esses galegos do Apodi, há umas décadas atrás. Segundo ele, eram de alguma posse. Desse ramo familiar, m eu pai herdou apenas o temperamento explosivo . A cana larga do punho parou em meu avô paterno. Não foi repassada para meu pai, nem para mim, e nem para meu irmão essa parte da herança genética dos Julião. O contato com essa família teria se perdido no término d os anos 60 do século passado. Desde o início de minhas pesquisas genéticas via descendentes dos Guilhermes de Mello e outras famílias de Mossoró tendo ligação de parentesco com meu pai. Hoje sei que essa ligação vem pela família dos Ausentes. Entre o final de setembro e início de outubro de 2021, pouco mais de um ano em que eu me ave...

Na Casa de Frei Cosme Damião da Costa

Imagem
           O advogado Antônio Pereira Nunes, deixara Pombal, em 1783, por intrigas com o ouvidor-geral da Paraíba, Manuel José Pereira Caldas, quando era juiz dos Órfãos.  (1) Mal sabia ele que em Oeiras, no Piauí, se desentenderia indiretamente, por questões políticos, com o ouvidor-geral de lá, José Pedro Fialho de Mendonça, muito mais perigoso que o de Pombal, e com um frade, o temível pároco da cidade, que chegara a ter a ousadia de tomar satisfação pública com o governador João de Amorim Pereira, e que se este retrucasse ou desatendesse em alguma coisa, lhe rasgaria a barriga, botando as tripas fora com a faca pontuda que portava. (2)     Nunes chegara a Oeiras acompanhando D. João de Amorim Pereira, que fora restituído como governador do Piauí pelo príncipe regente D. João VI. O tenente-coronel do regimento de linha do Maranhão Francisco Diogo de Moraes, que era o governador interino, não quis ceder o governo, causando desordens na cap...

Ascendência de Bernardino Pereira de Sousa, nascido em Pombal, Paraíba, no ano de 1832

Imagem
        Somente agora, no final de janeiro de 2026, depois de quase 5 anos, é que consegui a filiação de meu pentavô Bernardino Pereira de Sousa, de Pombal, casado com minha pentavó Joana Maria da Conceição. Felizmente, ontem, dia 30, não veio só a filiação. Após a descoberta consegui no FamilySearch uma longa ascendência dele, além de compreender porque no site MyHeritage, onde inseri o teste de DNA de ancestralidade do Genera de meu pai, Gil Neto Soares Beserra, a enorme quantidade de suecos e noruegueses, que mesmo com árvores genealógicas extensas, eu não encontrava um português nelas.     Em seu registro batismo, da paróquia de Pombal, assim constava: "Bernardino, filho legítimo de Gabriel Ferreira de Almeida e Umbelina Maria, nasceu a um de agosto de mil oitocentos e trinta e dois. Foi batizado a um de dezembro do mesmo ano pelo padre coadjutor Gonçalo Bezerra de Brito, e lhe pô os Santos Óleos. Foram padrinhos: Vicente Ferreira Barbosa e Mônica Maria...

Um certo Capitão Antônio de Morais Bezerra que viveu no Sertão do Rio Grande de Norte

Imagem
      Em Velhos Inventários do Oeste Potiguar, de Marcos Antônio Filgueira, consta o de Antônio de Morais Bezerra, datado de 1818, de Villa da Princesa (Assú), Capitania do Rio Grande do Norte, comarca da Paraíba, tendo como inventariante Maria José da Assumpção, esposa de seu segundo matrimônio. Segundo Marcos Pinto, no artigo Onde a História desbanca a Ficção , publicado no Blog Carlos Santos em 18/01/2015, ele era capitão sendo tronco inicial da família Calheiros de Morais e Morais Castro. Até o momento sua origem era ainda desconhecida para historiadores e genealogistas. Mas com o auxílio da Genética, e tendo como apoio base documental, poderei dizer  a procedência de sua família e de quem ele descende.     Contrariando aqueles que desprezam a Genética quando ela recua mais de quatro gerações, tenho feito várias descobertas com ela muito acima de 5 gerações. Considero a Genética como uma bússola. Ela apenas me dá a direção, não a distância precisa. Mas ...

Marcos Pinto e a História de Zé Diabo

Imagem
Não era possível. José Joaquim de Oliveira retornara à mesa para jogar baralho. Já perdera a maior parte de seus bens. Seis casebres ele perdera em apostas. Mas voltara agora decidido à jogar novamente. O jogo tem início. Dessa vez a sorte sorri apenas para ele. Cada jogada que faz sai triunfante. E não se levantou até recuperar cada bem perdido naquele jogo. Nenhum dos jogadores imaginava qual era o trunfo de Zé Joaquim. Somente seus familiares. Quando havia perdido os seus casebres, ele tomou uma decisão que mudaria seu destino - vender a alma ao Cão. E a partir de sua vitória nas cartas de baralho ficou conhecido como ZÉ DIABO o filho de Joaquim Floriano de Oliveira e de Esmeraldina da Rocha, nascido em Mossoró por volta de 1851. Faleceria em sua terra natal no dia 1 de janeiro de 1934. (1)   * * * Desde o dia em que eu vira na árvore genealógica de uma prima distante o apelido Z...

E Ninguém se comoveu com a Execução do Idoso Fernão Bezerra Barbalho...

Imagem
      Praça Terreiro de Jesus, Salvador, Bahia. Dia 30 de janeiro de 1687. Ávidos por ver sangue, uma multidão se aglomera em torno do cadafalso. Sobre esse tablado se encontra o carrasco segurando firme um machado. Diante dele, de joelhos, um ancião. A macabra plataforma de madeira, acostumada a receber o sangue do tipo da maioria daqueles espectadores, se embebedará hoje com algo mais refinado, mais raro. O condenado que ali se encontra vinha da nobreza. (1)     Aquele infeliz, atração principal daquele espetáculo degradante, era o outrora orgulhoso e respeitado coronel de milícias Fernão Bezerra Barbalho, filho de Fernão Bezerra Felpa de Barbuda, o qual era irmão do famoso mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra, que se distinguira heroicamente nas guerras holandesas. (2) Rico pernambucano, era senhor de um engenho na freguesia da Várzea, pouco mais de uma légua distante de Recife. (3)     Ora, aconteceu de minha 12° avó Isabel Cavalcante, viúva de Ma...