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A Visão Fantasmagórica do Caminhão de Quinca Saldanha

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  Dando continuação às minhas origens, contarei aqui sobre um evento sobrenatural, que ocorreu com meu avô paterno,  Manoel Ponciano Bezerra , nascido no  Apodi ,  Rio Grande do Norte , em 1919. Homem de pouca conversa, muito menos de ficar inventando histórias. Estava ele voltando de umas fazendas da direção que ia para  Portalegre , de onde tinha comprado carnes de porco, que levava em um jumento, seguindo a pé para  Umarizal , cidade onde morava. Era de noite quando seguia por um caminho estreito de terra entre as fazendas. Foi quando percebeu a iluminação de dois faróis acesos atrás dele, que pareciam pertencer a um caminhão. Afastou-se do meio do caminho, levando junto consigo o jumento, para dar passagem ao veículo. Mas as luzes daqueles faróis em vez de avançarem, se distanciaram. Ele achou estranho, mas prosseguiu seu trajeto. Novamente percebeu a iluminação se aproximando dele. E novamente se afastou para dar passagem. Porém, mais uma vez aquelas m...

Ascendência de Bernardino Pereira de Sousa, nascido em Pombal, Paraíba, no ano de 1832

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        Somente agora, no final de janeiro de 2026, depois de quase 5 anos, é que consegui a filiação de meu pentavô Bernardino Pereira de Sousa, de Pombal, casado com minha pentavó Joana Maria da Conceição. Felizmente, ontem, dia 30, não veio só a filiação. Após a descoberta consegui no FamilySearch uma longa ascendência dele, além de compreender porque no site MyHeritage, onde inseri o teste de DNA de ancestralidade do Genera de meu pai, Gil Neto Soares Beserra, a enorme quantidade de suecos e noruegueses, que mesmo com árvores genealógicas extensas, eu não encontrava um português nelas.     Em seu registro batismo, da paróquia de Pombal, assim constava: "Bernardino, filho legítimo de Gabriel Ferreira de Almeida e Umbelina Maria, nasceu a um de agosto de mil oitocentos e trinta e dois. Foi batizado a um de dezembro do mesmo ano pelo padre coadjutor Gonçalo Bezerra de Brito, e lhe pô os Santos Óleos. Foram padrinhos: Vicente Ferreira Barbosa e Mônica Maria...

Um certo Capitão Antônio de Morais Bezerra que viveu no Sertão do Rio Grande de Norte

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      Em Velhos Inventários do Oeste Potiguar, de Marcos Antônio Filgueira, consta o de Antônio de Morais Bezerra, datado de 1818, de Villa da Princesa (Assú), Capitania do Rio Grande do Norte, comarca da Paraíba, tendo como inventariante Maria José da Assumpção, esposa de seu segundo matrimônio. Segundo Marcos Pinto, no artigo Onde a História desbanca a Ficção , publicado no Blog Carlos Santos em 18/01/2015, ele era capitão sendo tronco inicial da família Calheiros de Morais e Morais Castro. Até o momento sua origem era ainda desconhecida para historiadores e genealogistas. Mas com o auxílio da Genética, e tendo como apoio base documental, poderei dizer  a procedência de sua família e de quem ele descende.     Contrariando aqueles que desprezam a Genética quando ela recua mais de quatro gerações, tenho feito várias descobertas com ela muito acima de 5 gerações. Considero a Genética como uma bússola. Ela apenas me dá a direção, não a distância precisa. Mas ...

Marcos Pinto e a História de Zé Diabo

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Não era possível. José Joaquim de Oliveira retornara à mesa para jogar baralho. Já perdera a maior parte de seus bens. Seis casebres ele perdera em apostas. Mas voltara agora decidido à jogar novamente. O jogo tem início. Dessa vez a sorte sorri apenas para ele. Cada jogada que faz sai triunfante. E não se levantou até recuperar cada bem perdido naquele jogo. Nenhum dos jogadores imaginava qual era o trunfo de Zé Joaquim. Somente seus familiares. Quando havia perdido os seus casebres, ele tomou uma decisão que mudaria seu destino - vender a alma ao Cão. E a partir de sua vitória nas cartas de baralho ficou conhecido como ZÉ DIABO o filho de Joaquim Floriano de Oliveira e de Esmeraldina da Rocha, nascido em Mossoró por volta de 1851. Faleceria em sua terra natal no dia 1 de janeiro de 1934. (1)   * * * Desde o dia em que eu vira na árvore genealógica de uma prima distante o apelido Z...

E Ninguém se comoveu com a Execução do Idoso Fernão Bezerra Barbalho...

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      Praça Terreiro de Jesus, Salvador, Bahia. Dia 30 de janeiro de 1687. Ávidos por ver sangue, uma multidão se aglomera em torno do cadafalso. Sobre esse tablado se encontra o carrasco segurando firme um machado. Diante dele, de joelhos, um ancião. A macabra plataforma de madeira, acostumada a receber o sangue do tipo da maioria daqueles espectadores, se embebedará hoje com algo mais refinado, mais raro. O condenado que ali se encontra vinha da nobreza. (1)     Aquele infeliz, atração principal daquele espetáculo degradante, era o outrora orgulhoso e respeitado coronel de milícias Fernão Bezerra Barbalho, filho de Fernão Bezerra Felpa de Barbuda, o qual era irmão do famoso mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra, que se distinguira heroicamente nas guerras holandesas. (2) Rico pernambucano, era senhor de um engenho na freguesia da Várzea, pouco mais de uma légua distante de Recife. (3)     Ora, aconteceu de minha 12° avó Isabel Cavalcante, viúva de Ma...
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       Sala das Torturas. Foi ali que o paraibano lavrador de cana, Antônio Nunes Chaves, cristão novo, morador no Engenho de Poxi, na Paraíba, Bispado de Pernambuco, soltou a língua. Diante dos inquisidores, o filho de Diogo Nunes Chaves (1), dentre vários nomes de cristãos novos que entregou Pedro Cardoso. E os inquisidores colheram a seguinte confissão:      "Disse mais que haverá doze, ou quatorze anos, pouco mais ou menos, no Engenho de Tibiri e casa de Pedro Cardoso, cristão novo que tem parte no dito engenho, casado não sabe o nome da mulher, filho de um fulano Cardoso, senhor do dito engenho, não sabe o nome da mãe, natural e morador do dito sítio, não sabe que fosse preso, ou apresentado se achou com ele e com a mulher do mesmo, a quem não sabe o nome, cristã nova, filha de uma Caterina de Leão, não se lembra do nome do pai, natural do Engenho da Pindoba, e moradora no sobredito sítio, não sabe que fosse presa ou apresentada, estando todos nem...
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             Alexandre Dumas, mais lembrado por ter escrito Os Três Mosqueteiros, escreveu muitas outras obras que fascinaram gerações, como O Homem da Máscara de Ferro e O Conde de Monte Cristo. Nesta última, o conde de Monte Cristo faz uso, para executar parte de sua vingança, do nome de uma família conhecida na Europa por sua antiquíssima nobreza. Dela até descendem milhares de brasileiros, de norte a sul, de leste a oeste. É a família italiana Cavalcanti.      Na Parte III de O Conde de Monte Cristo, no Capítulo 16, A alta e a baixa, vemos o conde querendo apresentar um suposto membro da família:      - Está ouvindo, o sr. major Bartolomeu Cavalcanti, um homem da mais antiga nobreza da Itália e de quem Dante deu-se o trabalho de ser o d'Hozier... lembra-se, ou não, no décimo canto do "Inferno" (...) O senhor me ajudará, não é mesmo?      - Sem dúvida! Esse major Cavalcanti então é um velho amigo seu...

Cardoso, Moreno, Cunha, Leão e Baracho - a Ligação Judaica dessas Famílias do Sertão

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      Fazia anos que me intrigava quem era o antepassado de minha mãe em comum com pessoas de Cabo Verde, uma ilha africana, que o MyHeritage, plataforma de Genealogia, trazia como correspondentes de DNA de ancestralidade dela. Como ela tem várias origens africanas, de início julguei que vinha de algum africano dessa ilha trazido aqui para o Brasil como escravo. Mas esses primos distantes dela do Cabo Verde apresentavam como parentes em comum pessoas de fisionomia europeia, aparentando origem germânica ou escandinava, espalhados pelo mundo. Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos eram alguns dos países que minha mãe e os habitantes de Cabo Verde tinham primos em comum. Alguns destes possuíam Árvores Genealógicas bem desenvolvidas, onde se via origens remotas da época do Velho Oeste e além, no caso dos primos distantes dos EUA, como no caso de Henry Schainck Wyman ( P974-BJ3 - ID no Family Search), já falecido , onde se observa a triangulação dele com minha mãe e um prim...